sexta-feira, 23 de julho de 2010

Foco na vida!!!


Aprendi com um amigo,executivo e economista, a conjugar o verbo FOCAR. Procuramos ter objetivos para tudo que fazemos nessa vida, mas sem foco... difícil. Exemplo: Saio de um banco onde acabo de pegar a metade do meu décimo e pretendo depositá-lo em outro, onde tenho poupança(tente me entender, recebo num e tenho poupança em outro). Do outro lado da rua tem uma butique com um vitrine muito convidativa. O que faria uma pessoa com o objetivo de colocar o décimo na poupança, mas sem foco? Iria a butique e compraria algo que não gastaria todo o décimo, mas compraria. O que faz alguém que tem objetivo e foco? Dá uma olhada na vitrine(não sou de ferro) e vai para o banco e deposita o dinheiro. Ao sair de casa já havia planejado depositar e não gastar. Quando se tem foco, se pula os obstáculos, se é forte ante as tentações. É difícil? Claro que é, mas é muito bom fazer uma "baita" viagem e não se preocupar com nada, pois se tem dinheiro. Com "dindin" também se consegue pagar um bom plano de saúde, uma academia chiquérrima, com professoras atenciosas, nutricionista, sessões maravilhosas de massagem com uma massoterapeta de primeira, comprar alimentos "naturebas" em confiáveis lojas do ramo. O dinheiro pode não comprar felicidade, mas paga uma vida saudável e a qualidade de vida. Por isso tenha sonhos, objetivos, mas com FOCO. Oooolha...Quem se desvia do caminho o lobo mau pega.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Frio D+


Manhãs de inverno

Inverno destas manhãs tão opacas
Que parecem esfriar até minh’alma
Para levantar só se for com maca
Pra tomar banho tem que ter calma

Ir pra cozinha e tomar muito café
Sair de casa só com muita precisão
Ir à lotérica para se fazer uma fé
O dia todo dormir e ver televisão

Não sei porque, não gosto do frio
Prefiro o sol e o tempo bem estio
Pois parece que me dá mais alegria

Dias carrancudos com chuvisqueiro
Faz-me recordar o tempo inteiro
Do sol de janeiro, pois não chovia.

João Marino Delize/Maringá, 14.07.10

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A FILOSOFIA É O ABSTRATO INALCANÇÁVEL


Escrito por Ivandilson Miranda Silva

Num mundo em que se prioriza mais o TER do que o SER, nós seres humanos, temos limitações para alcançar as coisas abstratas e dificuldades para valorizar aquilo que a priori não tem valor.


É lógico que precisamos ter casa, ter emprego, ter dinheiro para fazer determinadas coisas, pois estamos num sistema capitalista (o mérito da questão não é um debate político-ideológico sobre modos de produção). Mas, é fundamental ser amigo, ser irmão, ser amoroso, ser crítico, ser cético, ser utópico, ser...


Às vezes, ou na maioria das vezes, só valorizamos as questões que envolvem uma reflexão sobre a nossa condição de SER quando perdemos alguém próximo, quando a relação amorosa não vai bem ou já acabou, quando somos demitidos, quando o TER está ameaçado. Aí refletimos sobre nossas emoções, sobre o que estamos gostando de fazer, sobre como estamos tratando as pessoas em casa e no trabalho, sobre como estamos vivendo de forma tão dura, fria, pragmática e automatizada


TER e não SER é estabelecer uma distância incomensurável com o abstrato, é não se predispor ao menos ao risco e a ousadia de cutucar o infinito. “Preciso aprender a ver o que não se vê, para me transformar no que o amor quiser.” canta o músico Jorge Vercilo na música Invisível.


Sócrates, um dos primeiros filósofos que reconheceu essa dinâmica, nos deu uma grande lição com o SEI QUE NADA SEI e o CONHECE-TE A TI MESMO.


Merleau Ponty, pensador contemporâneo afirmava que “filosofar é reaprender a ver o mundo.” Traduzindo em miúdos: precisamos perceber melhor a realidade, os dias passam e não são iguais e a necessidade de TER compromete a possibilidade de SER.


O Ter é absoluto, concreto, imediato, temporal. O Ser é processo, atemporal, histórico, infinito. A Filosofia é o abstrato inalcançável e como canta Vercilo em sua música paradigmática: “Eu quero ver o invisível, prever o que está no ar.


Eu preciso SER para TER e não TER para SER.